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09 janeiro 2018

Resenha | Travessia, de Letícia Wierzchowski

Título: Travessia
Autora: Letícia Wierzchowski
Editora: Bertrand Brasil
Gênero: Romance Histórico/ Não ficção
Páginas: 546
Ano: 2017
Skoob

(Cortesia da editora)

Sinopse: O aguardado desfecho da saga "A Casa das Sete Mulheres". Giuseppe e Anita Garibaldi viveram e lutaram em três países diferentes: no sul do Brasil, à época da Revolução Farroupilha, em Montevidéu, no cerco de Rosas, e na unificação da Itália. Apaixonados um pelo outro, Giuseppe e Anita foram verdadeiros amantes da liberdade. Tudo está aqui neste livro: as grandes batalhas históricas e as pequenas batalhas do dia a dia. Todos os fãs de "A Casa das Sete Mulheres", romance que virou série de TV e já foi publicado em vários países, agora têm o prazer de reencontrar a prosa de Leticia Wierzchowski, autora que domina com maestria a narrativa do romance histórico.


Travessia é o terceiro e último volume da saga A casa das sete mulheres, de Leticia Wierzchowski. Depois de acompanharmos todo o desenrolar da Revolução Farroupilha em A casa das sete mulheres, e os destinos dos personagens após a guerra em Um farol no pampa, Travessia fecha a trilogia contando a história de amor e as batalhas vividas por Anita e Giuseppe Garibaldi. 

Em uma narrativa rica em detalhes, de uma maneira única que só Wierzchowski consegue contar, o livro é dividido em capítulos entre o presente, com Garibaldi em seu doloroso exílio em Tânger em 1850, entre o passado, onde obviamente temos toda a história dos personagens, e entre uma narrativa em primeira pessoa pelos olhos de Anita, já bem longe desse mundo terreno. Os primeiros capítulos são mais lentos por conterem um teor mais histórico, mas a medida que avançamos as páginas fica claro que essa mistura de narrativas foi essencial para manter a leitura em um fluxo bom e nenhum pouco cansativa, além, claro, de contribuir grandemente para a parte dramática da história. 

Aqui temos a história de Anita e Giuseppe Garibaldi na Revolução Farroupilha, onde se conheceram, em Montevidéu, no Uruguai, onde ele lutou no cerco de Rosas, e na Itália, onde lutaram pela unificação do país. Obviamente a parte histórica está bem presente no livro, mas o que realmente nos prende é a carga dramática e as batalhas do dia a dia vividas pelo casal, especialmente como tudo era vivido por Anita. 


Os anos mais felizes foram em Laguna, onde ela pode lutar junto com ele nas batalhas, aprendeu a usar uma arma, enfrentou bombardeios com coragem. Ainda no Brasil engravidou pela primeira vez, e voltou a engravidar em Montevidéu. No Uruguai foram os anos mais difíceis para Anita, que estava presa à obrigação de todas as mulheres da época, à casa e aos filhos. E finalmente na Itália, onde morreu por querer seguir Garibaldi até o fim. Fazer uma pesquisa sobre todos esses fatos históricos da vida dos dois, só nos mostra um pedaço da história, aqueles momentos heroicos e corajosos de dois revolucionários. Mas o que Wierzchowski nos revela é também o lado humano, que chora, que sangra, que erra. Como o próprio fantasma de Anita diz: todo esse heroísmo contado pelos séculos ofusca como realmente foram aqueles dias, especialmente para ela, que abandonou o matrimônio anterior para seguir Garibaldi. Que amou, se entregou, se doou totalmente, que foi traída incontáveis vezes. 

"Tinha lutado batalhas, vencido e perdido, peleado unicamente por amor à liberdade e à igualdade. O amor que eu sentia por ele não cabia em mim. Extravasei-o com meus atos de coragem, com a firme obsessão de ser como ele, de ser igual a ele. Sem sabê-lo, estava virando uma lenda... Uma história recontada pelos anos e séculos afora. Naquele tempo, como até a minha morte, eu de nada desconfiava." (p. 86)

São 546 páginas de vitórias, derrotas, raiva, entrega, coragem e muito amor. Não se assuste com o número de páginas, pois o leitor se envolve de tal maneira na história, que rapidamente chega ao desfecho. A narrativa da autora é maravilhosa. O que pode incomodar, mas só um pouquinho, é a maneira exagerada como a autora enaltece Garibaldi, afinal ninguém é invencível e às vezes a pior punição é ficar vivo (só estou jogando no ar - risos). 

Não tem como negar que Travessia fechou essa trilogia com chave de ouro. Já tinha lido Anita: um romance sobre a coragem, também publicado pelo Grupo Editorial Record, mas era apenas um resumão. Amei a leitura e conhecer de uma maneira mais aprofundada a trajetória do casal. Vale muito a pena a leitura, por Giuseppe e sua incansável luta pela liberdade e por Anita e tudo que ela nos representa como mulher. Garanto que não há arrependimento na leitura de toda a trilogia.

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 Saga A casa das sete mulheres
#3 - Travessia



Observação: A leitura de Travessia pode ser feita separadamente por se tratar apenas da história de Anita e Giuseppe Garibaldi, mas recomendo a leitura desde o primeiro volume, pois todo o teor histórico sobre a Revolução que uniu o destino dos dois será melhor compreendida.

4 comentários:

  1. Oi, Lê.
    Primeiramente, feliz Ano Novo.
    Eu nunca ouvi falar nessa trilogia e já fiquei interessada em ler, principalmente pelo fato de o terceiro livro ser excelente e fechar com tudo. Afinal, geralmente os finais estragam a série.

    Abraços,
    Naty
    http://www.revelandosentimentos.com.br

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  2. Oi, Letícia!

    Muito bonito que ficou o seu post. Essa é uma série que eu tenho muita vontade de começar a ler, mas ainda não deu! Ano passado eu li um livro da Letícia que se chama SAL e amei a leitura! Então, já está anotadinho na fila dos que eu desejo!
    Grande abraço,
    Drica.

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  3. Assisti A Casa das Sete Mulheres e desconhecia essa trilogia. Agora, lendo sua resenha, fiquei curiosa e interessada!! Quero os três volumes para ler e guardar na minha estante.

    Bjs,
    Cidália (Contos da Cabana).
    Feliz 2018!!

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  4. Oi Letícia.

    Adorei sua resenha. Eu assisti A casa das Sete Mulheres e tenho uma edição economica bem antiga do primeiro livro, mas não sabia que era uma trilogia. Achei que tinha apenas o primeiro. Vou adicionar na minha lista porque essa edição está linda.

    Bjos
    Histórias Existem Para Serem Contadas

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