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02 novembro 2014

Resenha - Morte na Flip


Título: Morte na Flip
Autor: Paulo Levy (parceria)
Editora: Bússola
Gênero: Ficção Policial
Páginas: 267
Ano: 2012

Sinopse: Embalado por sua amizade colorida com Dulce Neves, por doses de sua cachaça favorita, por seu empenho como pai à distância e por seu mingau de farinha láctea, o delegado Joaquim Dornelas mais uma vez usa de aguçada intuição e incrível faro policial para desvendar mais um complicado crime.







Morte na Flip é o segundo livro que leio do Paulo, e mais uma aventura do delegado Joaquim Dornelas. Nesta leitura, minha simpatia por Dornelas cresceu ainda mais, e depois que virei a última página, senti uma pontinha de tristeza por me despedir do delegado.


"Para a polícia, intuição não é a justificativa para qualquer tipo de ação. Para Dornelas, era uma ferramenta valiosa de trabalho." (p. 13)


Noite de estréia da Flip-Festa Literária Internacional de Palmyra, um evento onde a atenção de todos está direcionada, e uma ótima oportunidade para cometer um crime. Dornelas nota uma cena estranha na praia, onde um barco com duas pessoas, navega em direção ao mar, em um horário que não é comum que isso ocorra. Intrigado e confiante na sua intuição, ele sabe que alguma coisa errada está para acontecer.

Bom de faro, o delegado confirma suas suspeitas, quando no meio da madrugada  recebe uma ligação de um dos seus assistentes. Um crime havia sido cometido em uma das praias de Palmyra, e Dornelas e sua equipe têm muito trabalho pela frente para investigá-lo. Aparentemente se tratando de uma vítima estrangeira, o desafio será ainda maior, pois a imprensa não dará sossego.



Mais uma vez acompanhamos o raciocínio de Dornelas em sua investigação, onde uma cadeia de acontecimentos parecem ter sido minuciosamente elaborados para confundir a polícia. A cada depoimento, o rumo das investigações mudam, pois inúmeras pessoas parecem estar envolvidas, mesmo que indiretamente.


"No íntimo, uma coisa lhe parecia dissonante da outra, uma vez que a polícia é coisa restrita aos animais humanos. Nenhum outro bicho assassina por amor, cobiça, ódio, prazer. 'As orcas, talvez', matutou Dornelas, embora isso não passasse de especulação científica." (p. 118)


Neste livro podemos conhecer também os pensamentos de Dornelas, sobre sua vida pessoal. Dulce, legista e sua atual namorada, tem dado um rumo diferente na vida do delegado. Gostei do relacionamento dos dois na história, pois deu uma descontraída. Podemos notar também, uma maior presença dos assistentes de Dornelas, principalmente de Solano, o que também me agradou.



A diagramação está perfeita mais uma vez, e apesar das folhas serem brancas, a leitura foi confortável. Os capítulos não são longos, e o tamanho das letras é ideal. Gostei muito da capa, que está perfeitamente ligada a história, assim como o título. 

A narrativa é feita em terceira pessoa e flui rapidamente. Paulo tem uma maneira única de escrever, e conseguiu me envolver tanto quanto me envolvi em Réquiem para um assassino. Consegui até rir com o livro, tanto com o vício de Dornelas com o mingau de farinha láctea, quanto com o chocolate escondido na gaveta de sua sala na delegacia. 

Como citei anteriormente, o personagem Dornelas me conquistou ainda mais neste livro, pois estava mais descontraído e de bem com a vida, além de continuar possuindo uma tremenda eficiência para solucionar o crime. Este livro é uma ficção policial mais que recomendada, com uma trama cheia de intrigas, onde ninguém deve ser considerado inocente. E, como sempre existirá crimes a serem solucionados, sem sombra de dúvida gostaria de acompanhar outra aventura do delegado. Leitura recomendada!

Comprar: Saraiva



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7 comentários:

  1. Lê, eu não li esse livro. Mas o Marcos elogiou tanto pra mim que é impossível não querer lê-lo. Ah, sem contar que a criatividade do autor em investir numa morte na flip é totalmente incrível, né?

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista. São 6 livros para escolher, mimos e 3 ganhadores.

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  2. Ainda não conhecia esse livro, me despertou uma certa curiosidade =]
    http://toobege.blogspot.com.br/

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  3. Amiga eu já ouvi falar bastante desse livro, mas nunca tive assim vontade de ler o livro, embora seja um gênero que eu goste, principalmente por envolver investigação. Achei que a história é do tipo que te prende e que faz que vc não o solte de maneira alguma né? EU ainda irei ler esse livro, não sei quando, mas vou, porque eu tenho interesse de conhecer outros autores nacionais.
    Mas por enquanto vc sabe que estou atolada, mas mesmo assim, amei a sua resenha e te dou os parabens por isso =D

    Se cuida minha querida amiga
    ótimo domingo pra vc

    lovereadmybooks.blogspot.com.br

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  4. Nunca li esse livro, mas fiquei meio q interessada agora. Beijos

    Blog http://cantinhodacarolll.blogspot.com.br/

    Página https://www.facebook.com/pages/Luxuoso-Estilo/175631289312048?ref=bookmarks

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  5. Oi Let, tudo bem?

    Eu adoro ficção policial! Eu admiro muito a FLIP e o cenário ambientar nesse lugar é super instigante. Dornelas parece um ótimo delegado, e um personagem que cativa mesmo. Eu fiquei muito curiosa com a obra, a editora caprichou na diagramação.

    Beijocas
    http://www.estantedasfadas.com.br/

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  6. Acho muito legal o livro ser inspirado na FLIP que acontece em Paraty, que é meu evento favorito! Adoro livros policiais, talvez um dia dê uma chance para ele :)

    Beijos
    Iris
    literalmentefalando.com.br

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  7. Me lembrou um pouco Sherlock Holmes, e como gosto do gênero inclui os dois livros na minha lista!
    Ótima resenha Lady Letícia!

    The Queen’s Castle, Ana P. Maia ♛
    http://booksandcrowns.blogspot.com.br

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