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04 outubro 2014

Resenha - Réquiem para um assassino

Título: Réquiem para um assassino
Autor: Paulo Levy
Editora: Bússola
Páginas: 224
Gênero: Ficção Policial
Ano: 2011

Parceria com o autor

Sinopse: Parecia uma manhã como outra qualquer na pequena Palmyra, uma cidade histórica no litoral do Rio de Janeiro. A caminho do trabalho, o delegado Joaquim Dornelas se espanta com um movimento incomum nas ruas. Diante da Igreja de Santa Teresa e da Antiga Cadeia, no Centro Histórico, uma multidão observa o corpo de um homem atolado na lama seca do canal. Ninguém sabe como o corpo foi parar lá. Não há sinais de arrasto, marcas de barco, violência, ferimentos, nada. Apenas um band-aid na dobra interna do braço esquerdo. Aos poucos se revela uma complexa teia de interesses envolvendo a política, o tráfico de drogas, a prostituição e a comunidade local de pescadores. A intuição aguçada, a cultura e o conhecimento das forças que movem a natureza humana permitem ao delegado Joaquim Dornelas se mover habilmente pelo emaranhado de fatos e versões que a trama apresenta. O que a princípio seria mais uma investigação na sua carreira, se torna para o delegado uma jornada de transformação pessoal.




Este é o primeiro livro que leio do autor Paulo Levy, mas fazia algum tempo que queria ler Réquiem para um assassino, diante de tantas resenhas positivas. E realmente, me tornei mais uma admiradora da narrativa dele.

Joaquim Dornelas é o delegado da pequena cidade de Palmyra,  no Rio de Janeiro e se encontra diante de mais um crime para ser esclarecido. Numa manhã, enquanto caminhava até o trabalho, ele estranha um tumulto de pessoas próximas ao canal, onde encontra o corpo de um homem atolado na lama seca. Dornelas resolve tirar o corpo do local e levá-lo até à margem, após observar que a maré estava subindo e a perícia demoraria.

A cena do delegado retirando o corpo da lama, e obviamente a morte do desconhecido logo tomou conta da mídia, e ficou conhecido como "O crime do Mangue". Agora Dornelas entraria numa investigação precisa, para descobrir o que de fato parecia ser um assassinato.


"Ao olhar para o bando de curiosos em terra seca, Dornelas lamentou o gosto mórbido do povo pela morte. Ele nunca entendeu por que os seres humanos gostam tanto de ver a desgraça da própria espécie transformada em espetáculo. Talvez uma herança animal adormecida que retorna impiedosa diante de uma calamidade. Talvez pura sede de sangue ou falta de coisa melhor para fazer." (p. 14)


As informações ainda eram muito poucas. Ninguém sabia como o corpo havia parado no local, nem a identidade do morto, que só estava com a roupa do corpo e um band-aid na dobra interna do braço esquerdo. Mas aos poucos com o rumo da investigação, e a perícia concluindo a causa da morte, alguns fatos começaram a se encaixar e pessoas até então desconhecidas começaram a surgir.

Dornelas fora abandonado pela mulher e estava longe dos filhos, e encontra no caso uma forma de salvação se dedicando inteiramente na investigação. Personagens importantes vão tomando forma e não há como saber de imediato quem é o maior suspeito. Tudo leva a crer que o crime tem uma forte relação com o tráfico de drogas, e com a política local.


" - Essa cadeira em que a senhora está sentada tem um nome: eu a chamo de Cadeira da Verdade, ou da Mentira, dependendo do ponto de vista. Todos que se sentam nela contam uma história mais mirabolante que a outra. A senhora não faz ideia do que eu já ouvi." (p. 181)


O livro é narrado em terceira pessoa, e além de acompanharmos minuciosamente o raciocínio de Dornelas, que investiga cada ponto da cidade, conhecemos seus dilemas pessoais. O autor consegue nos prender com sua narrativa simples e envolvente, e começamos aos poucos a formular nossas próprias suspeitas. 



A diagramação é simples e perfeita. As páginas são amareladas e as letras grandes, o que ajudou mais ainda na leitura. A capa e o título também estão em sintonia com a história contada. As 224 páginas fluem rapidamente e a curiosidade a cada página aumenta.

Adorei a leitura do livro, e adoro uma boa história que envolve crimes e investigações. O delegado Dornelas, nosso personagem principal, assim como todos os outros foram bem reais e muito bem construídos. Quem gosta do gênero certamente irá amar a leitura. Paulo é mais um autor nacional, com um livro incrível, e que merece toda atenção quanto a obra. Quem adora uma boa história policial está convidado a ler este livro,  mais que recomendado!

Comprar: Saraiva


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6 comentários:

  1. Oie, tudo bom?
    Os livros do Paulo são ótimos e possuem uma escrita envolvente. Esse livro tem uma trama policial interessante que prende o leitor do começo ao fim. Você também vai amar Morte na Flip, outro livro com o delegado Dornelas.
    Beijos!
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  2. Sabia que você iria adorar esse livro, Letícia!
    Paulo Levy realmente escreve magnificamente bem. Os dois livros dele em que o Dornelas aparece são ótimos.
    Excelente resenha.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de outubro

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  3. Mto bom, adoro livros policiais. Vou adicionar na minha lista de leitura.
    Parabéns pela a resenha.
    Beto.

    www.blogcoisastriviais.blogspot.com

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  4. Que legal que você gostou do livro! *-* Agora leia Morte na Flip, outra trama com o policial Dornelas, e muita boa!
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  5. Oi!
    Eu quero muito ler um livro com uma trama policial, só fico na dpuvida de qual escolher, haha.
    Esse autor parece ser muito bom, fiquei bastante interessada na trama desse livro. Vou adicioná-lo á minha lista. Em breve quero lê-lo.
    Beijos
    Construindo Estante || Facebook

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  6. Oiee

    Não sou muito fã de livros de suspenses e policiais mas já tinha visto bons comentários sobre esse livro quem sabe um dia eu dê uma chance.

    Beijos

    www.livrosechocolatequente.com.br

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